Depois que Paulo teve revelações tanto da realidade do Terceiro Céu como do Paraíso (II Coríntios 12:1-10), o Senhor colocou-lhe imediatamente uma restrição, um espinho na carne, e o Senhor lhe fez saber que esta seria a forma de anular completamente o esforço natural de Paulo, a fim de que a excelência do poder fosse somente de Deus, (II Coríntios 4:7), o espinho na carne de Paulo foi a forma de o Senhor lhe tornar um cativo obediente, um escravo, e fazê-lo experimentar sua suficiente graça para a obra do ministério único de Cristo, isto envolve sofrimento que nos leva para a cruz, e da cruz para um viver de ressurreição.No ano de 1987, insatisfeito com a degradação do cristianismo, e sem perceber as colunas e a solidez daquilo que na Bíblia chama de "o Edifício de Deus" (I Coríntios 3:9), me pús a orar com desespero. Era como se eu tentasse detectar como num raio X o que era, afinal de contas, a igreja, o corpo de Cristo. Minha pergunta diante do Senhor era: onde estavam as colunas, a firmeza, a edificação, e a constituição daquilo que teoricamente eu entendia ser a igreja? Me sentia frustrado com a situação, pois ninguém alimentava o mesmo sentimento, todos iam em bando para uma direção, e ninguém questionava, ninguém queria perceber, sondar a própria realidade da igreja. Mesmo aqueles que eu considerava ser as colunas, os experientes, porém nada denunciava que eles alimentassem uma busca mais fervorosa por este assunto tão importante e vital. Foram dias de busca intensa, lembro que comecei a orar a Deus por um avivamento que pudesse revitalizar nos irmãos, dar-nos um retorno a realidade da "casa de Deus", e aprouve ao Senhor naqueles dias ministrar em meu coração acerca do que seria a realidade pratica da sua igreja. O Espírito do Senhor me conduziu principalmente aos escritos de Paulo, foi algo diferente de todas as outras vezes, pois o Senhor tratou comigo especificamente sobre o assunto "igreja". O Senhor me conduziu por um caminho solitário, Ele precisava me fazer sair daquela esfera saturada onde estava, sair para fora, para um retiro interior, separado para o que Ele haveria de me mostrar. Foi um processo lento de assimilação, onde percebi estar guardado, durou aproximadamente seis meses, e neste interím meu pai faleceu, mas o guardar do Senhor não me permitiu sequer chorar a morte de meu pai, eu me lembro que minha emoção estava sendo controlada e guardada pelo Senhor, era como se fosse tomado de uma outra esfera onde não conseguia simplesmente me distrair com nada. Depois de alguns meses de ministração, estive em um retiro espiritual, e foi ali que um grosso véu caiu de meus olhos. Em um lugar retirado, o Senhor promoveu que eu tivesse um início de comunhão com certo irmão amado, e este irmão iniciou nossa conversa perguntando-me assim: Adans, o que o Senhor lhe tem falado sobre a igreja? Acontece que mal iniciei a falar sobre o assunto, e o Espírito me tomou de uma forma inesperada e especial, Ele me deu uma fortíssima experiência acerca de tudo o que eu estava sendo constituído durante todos aqueles meses, foi como um jorro fortíssimo de água pela palavra que cuminou em meu espírito, eu fiquei extasiado diante daquela experiência, tudo mudou consistentemente minha percepção. Nesta experiência eu pude tocar com meu espírito a realidade da igreja mística e gloriosa do Senhor, pude tocar e perceber a sua solidez compacta, não havia brechas, espaços vazios, ela é completamente e poderosamente vinculada. Pude perceber que ela é totalmente constituída de Deus, edificada em Deus, sem nenhum elemento estranho a Deus. A igreja só expressa substancialmente Deus no vínculo de seu amor. A igreja é Deus e o homem juntos, unidos de uma forma muitíssimo compacta, indizível, um no outro. A igreja expressa a gloriosa natureza do Cristo ressurreto, ascendente, glorioso... A igreja é um grupo de pessoas que foi completamente identificado com o Amado em sua natureza, sua morte e seu poder ressurrecto, seu amor peculiar, sua vida e sua glória.
Mas, ao decorrer daqueles dias algo aconteceu, faltou-me o lado pratico daquela revelação, os meus dias se tornaram secos, comecei a me sentir o mais solitário dos homens da terra, fiquei em um deserto de perplexidade durante alguns anos, e cheguei a um ponto que pensei, não iria mais ser fortalecido diante do Senhor, mas Deus tem um plano, Ele nos incluiu em seu plano, pois quer andemos por vales ou montanhas, somos do Senhor.
Qual é, pois, a aplicabilidade de tais revelações visto que sequer conseguimos exprimi-las em palavras? A resposta é: a toda experiência de revelação segue-se o restringir do Senhor, o provar e selar, para que aprendamos a depender da sua graça somente, pois a verdade é que não sabemos lidar com tais revelações, a resposta do Senhor para nós está na sua graça, a sua graça é suficiente e nos basta, se soubermos precisamente disto, calaremos imediatamente toda nossa necessidade e orgulho e nos colocaremos de pronto diante do Senhor suplicando somente pela sua suficiente graça, sendo simples, pois Ele disse "A minha graça te basta". Se soubermos disto não mais fugiremos da nossa morte para o mundo, pois, por amor a Ele somos entregues a morte o dia todo, somos considerados como ovelhas indo para o matadouro, mas em todas estas coisas nos somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou, Cristo. Hoje, o que mais precisamos é de sua graça, graças a Deus o Senhor Jesus é como um rio de graça dada a nós, e, a exemplo do restringir do Senhor na vida de Paulo, a graça necessariamente vem pela nossa união no sofrer de Jesus por amor ao Corpo (Colossenses 1:24). É vital saber que Paulo depois de ter percebido quão excelente se lhe tornou o conhecimento de Cristo Jesus, passou obstinadamente a desejar conhecê-lo (Filipenses 3:8-10), Paulo reunia todo o seu ser no sentido de "ser achado nEle", conformando-se em sua morte, participando dos seus sofrimentos e do poder de sua ressurreição. Isto não produziu em Paulo o ser um super-homem espiritual, mas sim um cativo obediente de Cristo, totalmente restringido a Cristo, alguém que Cristo poderia usar em Seu ministério. Hoje, há muitos super-homens espirituais, mas ainda poucos cativos, e devido a degradação, o que Deus precisa mais neste nosso tempo é de homens cativos de Cristo para produzir o seu Edifício. Ser cativo implica muitas vezes em ser reconhecido como enganadores, porém, eis que falam a verdade, como desconhecidos, porém bem conhecidos, como quem morre, e eis que vivem, entristecidos, mas sempre se alegrando, como pobres, mas enriquecendo a muitos, como nada tendo, mas possuindo tudo. Que o Senhor, nos subjugue, que sua autoridade suave mas forte subjugue seus santos, que escolhamos ser seus cativos nos carros de seu triunfo, declarando sua vitória primeiramente sobre nós.
Enfim, quando volto meu olhar para a igreja na terra, continuo a me entristecer e sofrer muito, mas percebo que este sofrimento tem promovido algo em mim, que me força olhar para o alto, para o padrão celestial, (Hebreus 8:5), e quando olho para a igreja no alto, a percebo gloriosa, e me alegro, pois, segundo a sua Nova Aliança o Senhor está edificando uma Nova Jerusalém que jamais, nunca mais será destruída (Jeremias 31: 40).
Qual é, pois, a aplicabilidade de tais revelações visto que sequer conseguimos exprimi-las em palavras? A resposta é: a toda experiência de revelação segue-se o restringir do Senhor, o provar e selar, para que aprendamos a depender da sua graça somente, pois a verdade é que não sabemos lidar com tais revelações, a resposta do Senhor para nós está na sua graça, a sua graça é suficiente e nos basta, se soubermos precisamente disto, calaremos imediatamente toda nossa necessidade e orgulho e nos colocaremos de pronto diante do Senhor suplicando somente pela sua suficiente graça, sendo simples, pois Ele disse "A minha graça te basta". Se soubermos disto não mais fugiremos da nossa morte para o mundo, pois, por amor a Ele somos entregues a morte o dia todo, somos considerados como ovelhas indo para o matadouro, mas em todas estas coisas nos somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou, Cristo. Hoje, o que mais precisamos é de sua graça, graças a Deus o Senhor Jesus é como um rio de graça dada a nós, e, a exemplo do restringir do Senhor na vida de Paulo, a graça necessariamente vem pela nossa união no sofrer de Jesus por amor ao Corpo (Colossenses 1:24). É vital saber que Paulo depois de ter percebido quão excelente se lhe tornou o conhecimento de Cristo Jesus, passou obstinadamente a desejar conhecê-lo (Filipenses 3:8-10), Paulo reunia todo o seu ser no sentido de "ser achado nEle", conformando-se em sua morte, participando dos seus sofrimentos e do poder de sua ressurreição. Isto não produziu em Paulo o ser um super-homem espiritual, mas sim um cativo obediente de Cristo, totalmente restringido a Cristo, alguém que Cristo poderia usar em Seu ministério. Hoje, há muitos super-homens espirituais, mas ainda poucos cativos, e devido a degradação, o que Deus precisa mais neste nosso tempo é de homens cativos de Cristo para produzir o seu Edifício. Ser cativo implica muitas vezes em ser reconhecido como enganadores, porém, eis que falam a verdade, como desconhecidos, porém bem conhecidos, como quem morre, e eis que vivem, entristecidos, mas sempre se alegrando, como pobres, mas enriquecendo a muitos, como nada tendo, mas possuindo tudo. Que o Senhor, nos subjugue, que sua autoridade suave mas forte subjugue seus santos, que escolhamos ser seus cativos nos carros de seu triunfo, declarando sua vitória primeiramente sobre nós.
Enfim, quando volto meu olhar para a igreja na terra, continuo a me entristecer e sofrer muito, mas percebo que este sofrimento tem promovido algo em mim, que me força olhar para o alto, para o padrão celestial, (Hebreus 8:5), e quando olho para a igreja no alto, a percebo gloriosa, e me alegro, pois, segundo a sua Nova Aliança o Senhor está edificando uma Nova Jerusalém que jamais, nunca mais será destruída (Jeremias 31: 40).
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