Seja benvindo!

Estas postagens são reflexões que escrevo, mas jamais direi que são minhas, elas apenas chegam, passam por mim, e prosseguem, e nada absolutamente é meu, nada tem origem em mim, são como um rio que chega, refrigera e espera um dia desaguar no mar, todas suas fontes estão em mim, e eu só me deixo estar na correnteza deste rio, meu destino é o mar, e o mar para mim é uma ilustração da esfera de Deus, no livro do Apocalipse João descreveu um mar de vidro, semelhante ao cristal, isto é em relação a Deus.
Eu aguardo que você possa apreciar e desfruta-las, o meu desejo é que você possa ser abençoado ricamente, que possa perceber o fluir deste rio, e se um dia desejar, entre em contato comigo no e-mail adanspsobral@gmail.com.

Bom desfrute.


27 de jan. de 2007

A casa espiritual

"...vós também, quais pedras vivas, sois edificados como casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais, aceitáveis a Deus por Jesus Cristo." I Pedro 2:5.

Éramos apenas pó, sem vida, destinados a voltar para o pó, mas hoje o Senhor tornou-nos em pedras vivas edificadas como casa espiritual. Estamos incrustados em uma mesma construção espiritual. Mas, como pedras, tendemos ainda a ser ásperos, pois possuímos ainda saliências pontiagudas que servem como lixas, e com estas lixas, lixamos os irmãos na convivência, e isto, até certo ponto é útil, pois precisamos aprender a não sermos tão precipitados, tão magoados, tão facilmente propensos a nos separarmos, a nos dividir. Precisamos ser tolerantes e perdoadores como Cristo nos perdoou, pois (lembremos) somos todos pedras, e o perdão é uma grande lição necessária que gera vida na Igreja e nos permite continuar. Quando não perdoamos, somos retidos, e estacionamos no fluxo do grande mover que o Senhor tem para nós, foi o Senhor que nos chamou para isto. Mas, o Senhor não nos chamou para que fossemos perpetuamente lixas uns para os outros, Ele, além disto, deseja e almeja que ofereçamos o brilho das pedras, uma as outras, que seria Cristo sendo expressado de um irmão para o outro irmão como um desfrute só, na comunhão, este é o foco de Cristo em nós. Mas, para isto, precisamos aprender a lição do desgaste, (que muitos resistem), precisamos ser desgastados com o tempo, abrir mão de nós mesmos para Deus, pois, com nossas saliências duras podemos até mesmo ferir gravemente os irmãos. Muitas vezes, querendo nos proteger, até usamos a palavra de Deus para nos justificar e julgar os irmãos contrários para somente fazer prevalecer os caprichos da nossa opinião ao invés de usa-la para restaurar, salvar e dar vida aos irmãos. (Portanto cada um de nós agrade ao seu próximo, visando o que é bom para edificação. Porque também Cristo não se agradou a si mesmo, mas como está escrito: Sobre mim caíram as injúrias dos que te injuriavam. Romanos 15:12-13), Pois bem, se o próprio Cristo que é a Palavra, o Verbo, foi injuriado e não agradou a si mesmo, porque nós seguiremos o nosso próprio caminho? Não somos melhores do que Cristo! Deus é o nosso justificador, e Ele nos justifica com a sua justiça, não a nossa, graças a Deus! A sua justiça é baseada no precioso sangue de Jesus. Que descanso é saber disto! Entreguemos a Ele todas as coisas, confiantes, e não nos demos ao trabalho de vingar a nos mesmos. É uma grande vergonha saber que existe até a postura de adversários entre aqueles que mencionam o nome do Senhor, Paulo nos fala claramente que a origem disto é a carne. Muitos batem no peito reclamando para si a honra de estar lutando a luta do Senhor, mas estão lutando contra irmãos. Se é assim, então onde está o corpo? Precisamos perceber o corpo de Cristo, ele não pode ser menor e nem partido, não pode ser menor do que o ajuntamento de todos os que um dia receberam e ainda receberão a vida do Senhor, todos os que são nascidos procedem de Cristo, procedem do corpo. Precisamos retornar ao corpo a fim de viver a vida do corpo. Este corpo é a casa espiritual de Deus, há um só corpo de Cristo no universo.
Não adianta fazer a coisa certa, legalmente, ainda que seja para defender a verdade, porém com uma postura interior incorreta. Não podemos nunca usar a Palavra como pretexto, e sim como vida para os irmãos. Precisamos, diante de Deus, aprender a abrir mão da nossa velha maneira natural de ser, nada é nosso, tudo é dEle, deixemos toda e qualquer agressividade. Qualquer resistência que tivermos, qualquer dificuldade em nos humilhar, será diagnosticada pelo Espírito Santo que habita em nós, abandonemos toda agressividade e então Cristo encontrará caminho em nós e brilharemos Cristo para os irmãos. Uma vez desgastados, seremos semelhantes as pérolas, sem pontas que machuquem e sejam agressivas aos irmãos, apenas o brilho.
Estamos em uma mesma construção espiritual, ofereçamos apenas o brilho de Cristo, sacrifício agradável, aceitável a Deus.

A Paz, irmãos,
a maravilhosa Paz do nosso Senhor Jesus Maravilhoso!

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